Curitiba | A viagem em que eu quase congelei

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Uma palavra pra definir essa viagem: Maravilhosa. Sim, Curitiba é mesmo uma cidade incrível e eu voltaria lá mais de uma vez. Quem sabe, até viver pra lá pra sempre? Será? haha A questão é que eu vivi coisas realmente legais nesses quatro dias (que pra mim foi MUITO pouco tempo!). Pra começar, escolhemos sair de Recife bem cedo, assim poderíamos aproveitar o dia da chegada. Como estávamos ainda meio perdidas, ficamos pelas redondezas do hotel. Nos hospedamos no Inn Torres Nacional. Um ótimo local, por sinal. Super central e bem localizado. Visitamos primeiro o Museu Ferroviário que ficava a uns cinco minutos a pé do hotel.

Tá vendo esse biscoitinho aí da foto? FOI CRIADO POR DEUS!!1 Comprei numa padaria bem perto do hotel (não disse que era perto de tudo?) e fiquei viciadíssima. Voltei lá nos outros três dias pra comprar mais. Ah, e fez frio, migxs. Inclusive, agradeço super as leitoras Curitibanas que me avisaram antecipadamente pra eu sair com casaco extra na bolsa. Como a temperatura vai de 18° C pra 10° C assim, gente? Alguém explica?

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Sábado cedinho, depois de comer muito no café da manhã, escolhemos o primeiro local pra conhecer: A Ópera de Arame. O destino era longe, então decidimos pegar um Uber. A corrida saiu bem barato e o local ainda estava um pouco vazio por conta da hora. Fiquei me perguntando quem teve a ideia genial de construir um teatro no meio de um lugar tão bonito.

::: Dilema da vida: Tá vendo essa ponte aí da foto? Tem uma parte plana e outra com furinhos, né não? Pergunta a miga aqui por qual parte ela ficou andando o tempo inteiro. Uma pane geral se instalou no meu coração quando eu olhei pra baixo (e dá pra ver lá embaixo), e vi que era alto. E eu achei que ia cair. E depois de cair, morrer. Medo faz a gente ficar meio besta. Era uma ponte de ferro, cara.

A ideia depois era conhecer um lugar próximo dali, então escolhemos o Parque Tanguá. NÃO-É-PERTO-PRA-IR-A-PÉ. Não acreditem no Pipoqueiro. Nem nos taxistas. É um sobe e desce de ladeira maluco. Se a sua intenção for fortalecer os glúteos e malhar as pernas, vai em frente. A caminhada acabou valendo a pena, de certa maneira. Lugar com uma vista incrível da cidade.

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Na hora do almoço, voltamos para o hotel, comemos num restaurante Chinês bem simples nas proximidades dali e partimos para os outros lugares.  Visitamos o Museu Oscar Niemeyer e foi lá que eu senti que estava mesmo vivenciando Curitiba. Preferi, ao invés de entrar pra ver as exposições, sentar na grama nos fundos do museu e observar as pessoas. Loucura? Talvez seja. Mas essa foi a experiência que eu queria ter ao viajar sem agência de viagem. De poder sentir realmente a energia da cidade.

E pra fechar o dia, porque já estávamos mesmo mortas de cansadas, paramos na Rua 24 horas. Tão boêmia que chega me encheu os olhos. Ficamos numa cafeteria ali e eu tomei o MELHOR chocolate quente do mundo. Saborizado com menta, gente! Imagina só! Caruaru, adota essa ideia que é maravilhosa. ♥

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Ainda um pouco relutante, fomos ao Largo da Ordem e eu juro que teria me arrependido demais se eu não tivesse ido. O lugar pulsa cultura! Aqui e acolá tem pessoas fazendo intervenções musicais e a gente encontra muita coisa legal pra comprar (esse foi o dia em que eu torrei meus mirréis, inclusive!).

Almoçamos num local na própria Ordem chamado Quintal do MongeA fome fez a gente driblar o “””preço alto””” do cardápio e ficamos por ali mesmo até perceber que o preço valia a refeição e tinha mais comida do que a gente poderia comer no prato. No total, gastei em média 28 Temers no meu suco plus fish and chips. Ah, estou oferecendo meu reino pra quem souber reproduzir aquele molho amarelinho ali. ♥

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Bem turista, o destino final do domingo foi o Jardim Botânico. A essa hora, já tava um frio da gôta! Tinha bastante gente: Famílias deitadas no gramado, turista tirando foto, conterrâneos caçando Pokémon… A gente também não ficou pra trás (não, não caçamos Pokémon). Tiramos fotos, deitamos embaixo de uma árvore, observamos o movimento e depois fomos embora.

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A Segunda chegou e eu já estava “não quero ir. Me deixa aqui, plmdds!”

Fez frio. Mas não era um frio qualquer. ERA UM FRIO REAL. Tão forte que meus três casacos plus duas calças e cachecol não estavam resolvendo. Só tivemos a manhã livre, então eu resolvi aproveitar pra fazer uma tatuagem. PASMEM. Eu já vinha com a ideia de fazer uma tatuagem a cada viagem que significasse muito pra mim. O responsável por ela foi o Bruno Kaust.

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10 coisas que eu aprendi em Curitiba:

1. Uber foi a melhor coisa que inventaram. Eu sei que tem muita gente que sobrevive dos táxis, mas o serviço é bom, gente! Não tem como negar. | 2. Comer em lugares alternativos fazem sua viagem render muito, principalmente na hora do jantar. Gaste mais com experiências do que com comida. | 3. O casaco que você usa no Nordeste não vai segurar o frio Curitibano. | 4. Conheça pessoas e a história delas nas viagens que você fizer. | 5. Você vai encontrar um crush a cada esquina. Dá pra bolar mil histórias mirabolantes naqueles cinco segundos de encontro. | 6. Ande com casaco e snacks na bolsa. | 7. Evitem viajar no corredor e em cima da asa do avião se você enjoa fácil.  | 8. Carregue o mínimo possível de bagagem de mão. Facilita demais a vida. | 9. Procure se hospedar em locais bem centrais. Se você estiver fazendo uma viagem independente, vai facilitar muito. | 10. Aproveite-todos-os-segundos-fora-da-sua-rotina. Eles são muito preciosos.

Bisous!

Author: Bruna Aureliano

Designer e criadora de conteúdo sobre estilo de vida consciente. Acredita que, para gerar transformações, é preciso compartilhar conhecimento. Vegetariana, adepta do minimalismo e canceriana com ascendente em aquário. Metade dela é sensibilidade e a outra é rebeldia.

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