As questões que pedir pra apagar a luz me trouxeram

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Foto: desse projeto

“Não permitirás que nenhum homem te faça se sentir insegura”.

Quando comecei a me entender por gente e me relacionar com rapazes, essa foi uma das primeiras coisas que prometi pra mim mesma. Obviamente, só começou a ser fácil depois de algum tempo. Quando você é emocionalmente estragada e já passou por poucas e boas por causa de homens, essas coisas se tornam um pouco complicadas.

Aquela noite não era a minha primeira vez, nem seria a última. Olhei o moço me esperando deitado e senti um frio na barriga. Insegurança sempre rola nesses momentos, mas não era esse tipo de insegurança. “Posso apagar a luz?”, perguntei. “Não.”, ele respondeu. E é aqui que se começa uma história.

Vamos brincar de relembrar algumas coisas. Quando estava no ensino médio e todas as coleguinhas de turma já estavam com seus corpos desenvolvidos, eu me sentia uma experiência mal sucedida. Eu não tinha coxas torneadas, seios fartos ou aquele bumbum empinado que os garotos da turma adoravam passar a mão. Eu me sentia rejeitada pelo fato de ser magra e olha, nem legal o suficiente eu me achava.

Nota mental 1 que aprendi: “Não invejais o corpo da colega.”

Passou? Claro que sim. Eu descobri que junto com o meu cabelo curto, ganhei meu direito de ir e vir sem ser chamada de ‘gostosa’ na rua. Percebi que uma passada de mão não é elogio. Te faz sentir raiva e impotência. Me tornei feminista e comecei a confiar mais em mim mesma. No meu potencial. Na minha beleza. Na minha inteligência. Meu espelho era melhor amigo, não objeto de tortura. Eu me tornei abelha rainha, dona do meu próprio nariz e das minhas próprias escolhas.

woman
“Eu sou uma mulher, me ouça rugir”

Err… até alguma coisa muito errada acontecer.

Até me deparar com esse clipe e me sentir feia por não ter o corpo dessas patinadoras. Até ficar me policiando pra não falar besteira. Até não confiar mais em mim e redobrar as minhas próprias cobranças. Até chegar ao ponto de pedir pra apagar a luz.

Miga, para. Tá feio. Foi o que meu inconsciente me disse ontem. Tá feio porque estou indo contra tudo o que eu acredito. Tá feio porque eu voltei sete casas nesse jogo voraz que persegue você e eu a cada instante. Tá feio porque é injustíssimo deixar um cara te fazer se sentir insegura só pra ele ficar grande e poderoso do seu lado. Quer ser grande, fofinho? Cresce pra ficar do meu tamanho. Não tenta me diminuir.

Veja bem, manas. Não há nada mais precioso na sua vida do que o amor próprio. Aquele que vai te impulsionar aonde quer que você queira estar. Aquele que vai te permitir passar pela porta do cara e ir embora sem medo de voltar atrás. Amor próprio é igual a ouro, vale mais do que dinheiro. Conserva esse sentimento tão difícil de conseguir e não deixa que nenhum idiota te arranque ele.

Não permita que ele te deixe insegura.

Não permita que ele te deixe sem esperanças.

Não permita que ele te torne menos você.

 Abraços de luz, okay? Amo vocês. ♥

Author: Bruna Aureliano

Designer e criadora de conteúdo sobre estilo de vida consciente. Acredita que, para gerar transformações, é preciso compartilhar conhecimento. Vegetariana, adepta do minimalismo e canceriana com ascendente em aquário. Metade dela é sensibilidade e a outra é rebeldia.

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