Hey, 21 anos!

oh, hey!

Meu aniversário nunca foi exatamente um motivo pra me deixar feliz no mês de Julho. Não sei se era o por ele ser nas férias escolares e ninguém nunca se lembrar ou por algumas coisas terem dado errado nessa data durante a minha adolescência. A questão é que o fato de ganhar mais um ano de vida me fazia olhar pra trás e achar que eu só havia dado alguns passos em falso no que eu queria. Mas que idiotice! Esse ano eu me senti diferente. Ou tentei ver tudo de uma maneira mais positiva.

E não é que deu certo?

 Abri algumas fotos antigas e me encontrei naquele passado. Mais precisamente  três anos atrás. Eu achava que não ia passar no vestibular. Me sentia estranha, invisível e sem perspectivas. Carregava comigo apenas o sonho de poder fazer diferente, de realizar os meus sonhos e todo aquele clichê que a gente já conhece. Olhei ao meu redor e vi que eu não era mais a mesma. “Amanhã eu farei 21 anos!”, pensei.

Essa coisa toda de crescer e amadurecer muda a gente. Eu não sou mais a mesma, com toda a certeza. Me encontro feliz, vivendo a vida dos meus sonhos. E reunindo mais um punhado deles num pote escondido. As lembranças, eu guardo numa caixa pra nunca me esquecer do que eu passei. Isso me faz mais forte, sabem? Desisti de viver apenas com elas. Lamentar-se do que não fez pra que? Tudo contribuiu pra eu ser o que sou hoje. E olha, eu sou duplamente mais forte.

Rester Toujours Forte.

Meu ultimo aniversário perfeito foi com 16 anos. Um grupo de amigos me fez uma festa surpresa. Comemos pizza e depois me jogaram na piscina de farda e tudo. Escutamos música durante uma tarde toda e eu até esqueci que meu penteado fora destruído. No de 21, recebi os presentes mais singelos e especiais. Acordei cedo com um café da manhã preparado pela minha mãe. “Parabéns, meu bebê!”, ela disse. Na universidade, fui parada nos corredores por abraços e palavras de carinho. Voltei pra casa e um dos meus melhores amigos me esperava com um embrulho prateado. Quando eu parei de reparar que as pessoas lembravam?

Queria poder agradecer a todas as mensagens, ligações (Até daqueles que telefonaram de madrugada na esperança de serem os primeiros!), SMSs e abraços. Vocês me fizeram ver que ficar mais velha não é motivo para desesperos. Que eu não sou mais a garotinha tímida e insegura de alguns anos atrás.

Não lembro quem disse que a felicidade está nas pequenas coisas, mas acho que ele estava certo. Apesar do meu ceticismo, por vezes exagerado, agradeci pelo dia. E olha só, eram lágrimas de felicidade! Dancei por horas na frente do espelho, me sentindo plenamente feliz. Quem se importa com o que os vizinhos vão pensar da música alta? Eu quero é curtir. Não terei 21 anos novamente.

Author: Bruna Aureliano

Designer e criadora de conteúdo sobre estilo de vida consciente. Acredita que, para gerar transformações, é preciso compartilhar conhecimento. Vegetariana, adepta do minimalismo e canceriana com ascendente em aquário. Metade dela é sensibilidade e a outra é rebeldia.

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