Minimalismo, consumo consciente e #LessWaste

Há alguns meses, eu resolvi adotar o estilo minimalista de vida e percebi o quão ele me fez crescer. Dentro do minimalismo, desenvolvi na minha vida a ideia do consumo consciente e do quanto é importante a gente ter noção das coisas que compramos. Do consumo consciente, vieram o Low Poo e a substituição de produtos testados em animais por outros cruelty free.

Durante esse processo, eu tinha de lembrar diariamente pra mim mesma que eu não era hippie e muito menos, fresca. Nada contra os hippies, é claro.

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Meses atrás, descobri o blog da Cristal e conheci um projeto lindo que ela faz: O de passar um ano sem produzir lixo. “What?” Difícil demais, pensei. Daí lembrei que a mesma coisa se passou pela minha cabeça durante todas as outras etapas do meu estilo de vida. Como já falei aqui no blog, a gente está tão acostumado com a nossa zona de conforto que sair dela é quase um martírio.

“Ficar lendo rótulo de produtos pra cabelo, procurando algum sem sulfato, petrolato e afins?” Aí, muito difícil.

“Ficar pesquisando histórico de marca pra ver se ela escraviza pessoas?” Aí, muito difícil.

“Ficar pensando mil vezes se eu preciso mesmo daquela coisa?” Aí, pra quê?

“Mandar e-mail pra marcas a fim de saber se elas testam em animais ou não?” Aí, complicado demais.

“Produzir menos lixo pra diminuir os impactos na natureza?” Aí, impossível. De que adianta?

O que fazemos aqui no blog não é impor um estilo de vida – Longe disso! Cada um vive da maneira que achar melhor. Mas queremos mostrar que é possível se a gente quiser – e tentar. É inspirar outras pessoas e mostrar que é possível sim ter consciência do que se compra ou ser minimalista. Que é possível passar um ano sem comprar roupas como fez a Jojo do Um Ano Sem Zara. Que é possível sim viver sem produzir lixo, como a Cristal vem dando vários exemplos no Um Ano Sem Lixo. A gente deseja inspirar, se você quiser ser inspirado pelas nossas ideias. Os blogs estão aí pra isso!

O que só não pode acontecer, gente, é ficar estagnado, achando que a sua vida e as coisas irão mudar num passe de mágica. Que seus hábitos vão mudar sem você tentar só porque você quer muito. Quer? ENTÃO TENTE! E isso é um lembrete diário até pra mim mesma, porque eu  sou o típico exemplo de quem só vivia reclamando da quantidade de lixo que o mundo produzia, das árvores que eram cortadas, dos rios poluídos, do trabalho escravo na moda… Mas o que diabos eu estava fazendo pra mudar isso? As coisas começam a mudar com um primeiro passo.

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“Bem, nós temos de fazer alguma coisa.”

Curtir tweets do Greenpeace não te torna mais sustentável. Reclamar dos testes em animais e continuar comprando de empresas que testam não vai mudar uma realidade. Apontar o dedo e dizer que a sociedade é consumista, mas continuar comprando caminhões de coisas que você nunca vai usar não vai diminuir os números de consumo no mundo. O que eu estou querendo dizer? Pare de reclamar e FAÇA ALGUMA COISA PRA MUDAR ISSO.

E sim, migas. Sempre vai existir alguém que vai discordar de você. Sempre vai haver um momento de fraqueza que você vai ceder a algo maravilhoso numa vitrine (falei sobre um dos meus aqui). Vão haver vendedores que vão te olhar feio, vão haver familiares que te questionarão “pra que tudo isso?”, vão ter “colegas” dizendo que você é hippie ou que é cheix das frescuras. É desencorajador? Sim. Vai fazer você ter vontade de desistir? Com certeza.

Mas a sensação de estar fazendo a coisa certa cresce e floresce. Eu escolhi parar de reclamar e fazer alguma coisa por mim mesma e pelo mundo. E você, tá fazendo o que pra mudar as coisas que te desagradam? Só um textinho pra refletir. Bisous!

Author: Bruna Aureliano

Designer e criadora de conteúdo sobre estilo de vida consciente. Acredita que, para gerar transformações, é preciso compartilhar conhecimento. Vegetariana, adepta do minimalismo e canceriana com ascendente em aquário. Metade dela é sensibilidade e a outra é rebeldia.

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  • Amei a ideia! É super difícil mesmo, mas se a gente tentar dá certo… eu espero que em 2017 meu lado Becky Bloom deixe de existir e eu me torne mais consciente sobre essas questões de consumo e tal… preciso muito!